São Paulo domina o NBB e reforça hegemonia nas quartas de final


O Novo Basquete Brasil entra na fase mais decisiva da temporada com um cenário que já virou tendência nos últimos anos: o protagonismo paulista.

Entre os oito times classificados para as quartas de final, cinco são do estado de São Paulo. Mais do que um recorte momentâneo, o dado reforça uma hegemonia construída ao longo do tempo, com títulos, campanhas consistentes e presença constante nas fases decisivas.

E quando se fala em domínio recente, o principal símbolo atende pelo nome de Franca.

A equipe vive uma das fases mais vitoriosas da história do NBB. Atual tetracampeão, o time conquistou as últimas quatro edições da liga, 2021/22, 2022/23, 2023/24 e 2024/25, consolidando uma dinastia no basquete nacional.

O período recente impressiona não apenas pela sequência de títulos, mas pela consistência. Foram finais contra diferentes adversários, incluindo Minas e Flamengo, sempre com protagonismo e domínio técnico. No mesmo intervalo, o clube ainda somou conquistas da Copa Super 8, vencendo as edições de 2019/20 e 2022/23, reforçando o momento dominante.

Mas o basquete paulista não se sustenta em um único time.

O Paulistano também aparece como campeão do NBB, com o título de 2018, fruto de um modelo de jogo coletivo e forte investimento em formação. Já Pinheiros, Corinthians e Mogi, mesmo sem títulos, se consolidaram como equipes competitivas e presenças frequentes em playoffs, elevando o nível da disputa temporada após temporada.

Esse cenário fica evidente nas quartas de final desta edição. O confronto entre Pinheiros e Paulistano garante, desde já, um representante paulista nas semifinais. Ao mesmo tempo, Franca chega novamente como favorito, enquanto Corinthians e Mogi surgem como equipes capazes de dificultar qualquer série.

Mais do que quantidade, o que chama atenção é a profundidade. São estilos diferentes, propostas distintas e elencos competitivos, mas todos inseridos em um mesmo contexto de alto nível.

O resultado é um domínio que vai além de uma geração específica. São Paulo mantém estrutura, investimento e tradição suficientes para se renovar sem perder competitividade.

Com os playoffs avançando, uma certeza já se impõe. O caminho até o título passa, inevitavelmente, pelo basquete paulista.

E, mais uma vez, o NBB confirma aquilo que já virou padrão. O estado segue ditando o ritmo da principal liga do país.